sexta-feira, 20 de novembro de 2009


19/11/2009 - 07h53

Estado de SP fecha primeiro estabelecimento por desrespeito à lei antifumo


Sob resistência do dono, a Vigilância Sanitária fechou na quarta-feira (18) o primeiro estabelecimento no Estado de São Paulo por desrespeito à lei antifumo, em vigor desde agosto.
VINICIUS QUEIROZ GALVÃO

da 
Folha de S.Paulo


A Arábica's, uma choperia de classe média alta de Mogi das Cruzes, que recebe em média 400 clientes por noite, foi interditada por 48 horas, com lacre e tudo, depois de receber a terceira multa e ter os três recursos negados.
Fernando Donasci/Folha Imagem
Fiscais fecham choperia de Mogi das Cruzes (SP) por desrespeito à lei antifumo
Fiscais fecham choperia de Mogi das Cruzes (SP) por desrespeito à lei antifumo
Após lacrar uma entrada lateral, os fiscais tiveram dificuldade de fechar a porta principal, o que só ocorreu depois de muita conversa com o dono, Josef Abboud.
Abboud diz que ainda não havia sido comunicado do indeferimento dos recursos das duas primeiras multas. "Fomos orientados a retirar o teto da área externa de fumantes, o que fiz, e a isolar a área. Pus até uma cortina de vento com exaustor e ainda assim sou multado. O que querem mais? Fui multado por orientação da própria vigilância."
"O dono foi bem orientado várias vezes. Esse foi o primeiro bar a ser orientado nas blitze educativas. Depois das multas, receberam ainda três determinações técnicas por escrito", justificou a diretora regional da Vigilância Sanitária, Lana Daibs.
Os fiscais da lei antifumo dizem ter presenciando clientes fumando narguilé na choperia, além dos cigarros. Outros três estabelecimentos do Estado também estão na iminência de serem fechados depois da terceira multa.
A lei antifumo prevê multa de R$ 792,50 na primeira autuação. Em caso de reincidência, o valor é dobrado. Na terceira vez, o lugar é fechado 48 horas. Em nova insistência, a interdição é por 30 dias.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Reação sobre traje de aluna da Uniban divide estudantes
29 de outubro de 2009  19h15  atualizado às 19h27


    Alunos ameaçam agredir jovem de vestido curto



    O episódio ocorrido na última quinta-feira, dia 22 de outubro, na Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), da unidade de São Bernardo do Campo, no Grande ABC Paulista, em que uma aluna foi ofendida por colegas por vestir trajes considerados "inapropriados" vem dividindo a opinião de estudantes da faculdade. Muitos alunos se disseram surpresos com a situação de agressão que foi gravada, publicada como vídeo no siteYoutube e visitada até o início desta tarde por cerca de 20 mil pessoas. Thiago Damaceno, 23 anos, estudante do curso de Gestão de Rádio e TV, acompanhou todo o trajeto da aluna pela faculdade no momento da agressão. Segundo ele, a estudante, que não teve o nome divulgado, "passou com trajes mínimos pelo corredor e chamou a atenção dos outros alunos". "Estava conversando com um amigo quando a garota passou, e nós a seguimos até a sua sala. Não imaginei que a situação fosse sair do controle", afirmou. "A roupa era inadequada ao local. Ela sbia que estava em ambiente educacional", disse Cláudia Cristina dos Santos, estudante de Educação Física, 37 anos. Já para a aluna de Fisioterapia, Karina Oliveira, 23 anos, "o tamanho da saia não pode justificar a atitude das pessoas". "Não era necessário o tumulto e nem o xingamento. Foi um absurdo", afirmou Karina. Para a estudante de Logística, Keila Graciano, 23 anos, "faltou bom senso". "A menina estava vestida como alguém que ia para uma festa". Keila acrescentou que não era preciso humilhar a garota. "Quer gravar um vídeo grava, mas não xinga", completou. O estudante de Educação Física, Elias Alves, 19 anos, criticou a atitude da menina. "Não foi uma decisão sábia e, pelo que eu me lembre, nem fazia calor. Ela poderia ter evitado toda a confusão". Para sair da faculdade, durante o tumulto da semana passada, a estudante que vestia uma mini-saia cor-de-rosa, teve de sair escoltada por Policiais Militares. Na tarde desta quinta-feira, a Uniban informou que instaurou uma sindicância interna para apurar o episódio e que "pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o seu Regimento Interno, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa".


    Chacina ocorrida em Vigário Geral em 1993.

    13/05/2007 - 12h31
    Saiba mais sobre a chacina ocorrida em Vigário Geral em 1993
    da Folha Online

    Um grupo de aproximadamente 50 homens encapuzados invadiu a favela de Vigário Geral (zona norte do Rio) e atirou contra os moradores do local no dia 30 de agosto de 1993. No total, 21 pessoas foram mortas. Nenhum deles tinha vínculos com o tráfico. Entre as vítimas, estavam todos os integrantes de uma família de sete pessoas.
    Somente sete dos 52 PMs acusados formalmente pelo crime foram condenados. Os outros foram absolvidos por falta de provas.
    Para o Ministério Público, o crime foi motivado por vingança. Um grupo de PMs havia invadido a favela para vingar a morte de quatro colegas, assassinados em uma cilada que teria sido montada pelo traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, da facção CV (Comando Vermelho).
    Em 1997, um dos réus, o ex-PM Paulo Roberto Alvarenga, foi condenado a 449 anos e 8 meses de prisão. Por meio de um habeas corpus, ele obteve reconhecimento de crime continuado e o STF (Supremo Tribunal Federal) reduziu a pena para 57 anos. Sua defesa recorreu, alegando que a pena deveria ser inferior a 20 anos.
    Em 2005, ele voltou a ser julgado e foi condenado, por unanimidade, a 59 anos e seis meses de prisão por homicídio duplamente qualificado --por motivo torpe e traição-- e tentativa de homicídio.
    Outro réu que teve dois julgamentos foi o também ex-PM José Fernandes Neto. Em 2000, ele foi condenado a 45 anos de prisão. Em 2005, ele foi condenado a 59 anos e seis meses de prisão, a exemplo de Alvarenga. Durante o júri, Alvarenga e Fernandes Neto alegaram inocência.
    Também em 2005, o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio absolveu por unanimidade o ex-policial militar Adriano Maciel de Souza, 38, que era acusado de participar da chacina. Ele havia ficado foragido por 11 anos.

    quarta-feira, 28 de outubro de 2009






    Menino de 5 anos exibe 'músculos de Rambo' e quer recorde



    Pai disse que leva o filho à academia desde que ele nasceu.



    Para ele, exercícios físicos não são prejudiciais para a criança.


    Do G1, em São Paulo



    O romeno Giuliano Stro, de 5 anos, que mora com a família na Itália, treina desde os dois anos e exibe um físico musculoso impressionante para sua idade, segundo reportagem da emissora de TV "ABC News". 

     


    Foto: Reprodução/ABC News


    Giuliano Stro treina desde os dois anos e exibe físico impressionante. (Foto: Reprodução/ABC News)





    Após realizar um número (veja o vídeo) em um programa de TV --andou 10 metros de cabeça para baixo com uma bola de peso entre as pernas--, Giuliano Stro tenta entrar para o Guinness, livro dos recordes, como o menino mais forte do mundo.




    O pai do garoto, Iulian Stroe, de 33 anos, contou ao jornal inglês "Daily Mail" que leva o filho à academia desde que ele nasceu. "Eu sempre levei ele comigo quando estava treinando", afirmou.



    Ele destacou que os exercícios físicos não são prejudiciais para o desenvolvimento da criança, apesar de o filho ter apenas cinco anos. Segundo Iulian, a família não permite que Giuliano treine sozinho e, quando se cansa, ele para.

    domingo, 25 de outubro de 2009


    24/10/2009 - 11h42

    Movimento faz protesto em Copacabana contra violência no Rio de Janeiro


    Atualizado às 17h22.
    colaboração para a Folha Online
    Uma manifestação contra o alto índice de mortes violentas no Rio de Janeiro ocorre na manhã deste sábado em Copacabana. Organizado pelo movimento Rio de Paz, o protesto teve início às 9h30 na rua Figueiredo de Magalhães, na praia de Copacabana e terminou no início da tarde na avenida Princesa Isabel.
    De acordo com o movimento, de janeiro de 2007 a setembro de 2009 --período que compreende 1.000 dias-- houve 20 mil assassinatos no Estado do Rio de Janeiro. Somente na última semana, os confrontos entre traficantes de drogas e a polícia deixaram pelo menos 41 mortos.
    Para chamar atenção para os dados, os voluntários vão desfilar pela avenida Atlântica como se estivessem mortos dentro de 20 carrinhos de supermercados, simbolizando a média diária de assassinatos.
    Na semana passada, policiais militares encontraram o corpo de um homem em um carrinho de supermercado na rua Luiz Barbosa, um dos acessos ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio.
    Outros levaram bandejas com 20 mil grãos de feijão, totalizando o número de mortes violentas no período.
    Segundo o coordenador executivo do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, o objetivo da manifestação é despertar a consciência de que a redução da violência no Rio não é tarefa apenas do poder público, mas de toda a população.
    O movimento ainda pretende conseguir uma audiência com o secretário de Segurança Pública para apresentar propostas no que se refere ao tema da segurança.
    Silvia Izquierdo/AP
    Manifestantes fazem protesto contra a violência na praia de Copacabana, no Rio; confrontos deixaram 41 mortos
    Manifestantes fazem protesto contra a violência na praia de Copacabana, no Rio; confrontos deixaram 41 mortos

    sábado, 24 de outubro de 2009


    23/10/09 - 07h00 - Atualizado em 23/10/09 - 07h00

    Moradores levantam muro para garantir a segurança de bairro em Divinópolis

    Construção tem três metros de altura.
    Obra é irregular, mas prefeitura não pretende demolir.

    A falta de segurança levou os moradores de um bairro de Divinópolis (MG) a construir um muro na rua para tentar se proteger da ação dos criminosos.Nem o cachorro bravo e os cadeados por todos os lados impediram que a casa da técnica de enfermagem Evana Santos fosse arrombada três vezes neste ano.“Eu tive que deixar um emprego para ficar tomando conta da casa. Tudo o que a gente colocava, os ladrões roubavam”, disse.Por vários anos, os moradores esperaram uma solução das autoridades. “Chamamos a polícia, procuramos a prefeitura, mas não adiantou”, afirmou o morador Mauri Azevedo.
    Cansados de promessas, os moradores decidiram resolver o problema. “A gente se uniu para fazer o muro e a segurança ficou bem melhor”, contou o empresário João Carlos Júnior.
    O paredão de três metros de altura protege o fim da rua, que fica às margens de um rio e do pátio da prefeitura. A Polícia Militar informou que, desde agosto, a segurança no bairro foi reforçada. E que de lá para cá, houve uma redução de 70% nos crimes violentos, em relação ao ano passado.
    Segundo a Secretaria de Operações Urbanas de Divinópolis, o muro é irregular. Mas a prefeitura não pretende demolir a construção antes de conversar com os moradores e com o Ministério Público.